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Quem fica de joelhos diante de Deus, fica de pé diante de qualquer coisa - Testemunho de Nena Fonseca

25 de set.
5 min de leitura
Quem fica de joelhos diante de Deus, fica de pé diante de qualquer coisa - Testemunho de Nena Fonseca
Quem fica de joelhos diante de Deus, fica de pé diante de qualquer coisa - Testemunho de Nena Fonseca

 


Nena Fonseca


“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” João - 7:38


Sou um universo! Procuro desempenhar os vários papeis que tenho, mas sem deixar o principal deles ser ofuscado: Filha de Deus, o Todo Poderoso! Assim, sou feliz como esposa, mãe, avó, amiga, professora, irmã...


Como escritora cristã, uso as habilidades que o Senhor me deu para exaltar o Seu nome e levar a Sua palavra através de minhas histórias.


Amo costurar, contemplar a natureza e viajar. Ainda quero conhecer muitos lugares que o Senhor criou!




Quem fica de joelhos diante de Deus, fica de pé diante de qualquer coisa


Em uma sexta-feira à noite, saí da faculdade com um peso no peito, uma sensação de solidão que me acompanhava. Em vez de voltar diretamente para casa, decidi procurar meus amigos da igreja, aqueles que sempre se reuniam na lanchonete de sempre. Naquele momento, a solidão me corroía e a infelicidade parecia um peso insuportável.


Cruzei devagar pelas ruas, tentando enxergar através do para-brisa de meu Chevette. Fiz uma volta, passei novamente pela lanchonete, perdida em pensamentos, sem perceber que estava chamando atenção.


Um quebra-molas fez meu farol se destacar, atraindo a curiosidade de alguém. Ele emparelhou com meu carro e sua voz rompeu o silêncio da noite: “Você é casada?” Respondi com um “Sim”, exibindo o anel no dedo, que havia virado para parecer uma aliança que já não usava mais.


Mas, ele não se deixou enganar. Um sorriso engraçado surgiu em seus lábios enquanto fingia que observava o anel. Na verdade, não dava para ver nada. E falou: “Parece um anel de doce, aquele que vem em maria-mole”. Um brincalhão aquele homem.


Nossos carros continuavam lado a lado, uma conversa inusitada florescendo, em meio à escuridão da noite. Um quebra-molas foi o catalisador para tudo aquilo, como se o “destino” tivesse decidido que aquele encontro aconteceria naquela esquina.


Minha determinação cresceu e decidi parar o carro. Não podia deixar aquele estranho me seguir até minha casa, onde meus três filhos pequenos dormiam. O motor rugiu em silêncio enquanto eu estacionava na esquina movimentada. Ele fez o mesmo. Saí do carro, com meu coração acelerado não apenas pela possível briga, mas pela presença desse estranho tão alto, bem-vestido, com um sorriso que parecia quebrar minhas defesas, uma a uma.


As palavras dele eram educadas, sua conversa flertava com charme e o meu coração começava a hesitar, com a solidão e a carência batalhando contra o bom senso. Suas palavras, como um bálsamo para minha alma cansada de tristeza, me convenceram a mudar de ideia. Eu precisava de alguém para conversar, para compartilhar meus sentimentos. Ele estava ali, oferecendo um “ombro amigo”, e eu não esperava reencontrá-lo.


Esse estranho se revelou como um representante comercial de máquinas copiadoras, um viajante que conhecia diretores de escolas onde havia feito vendas. A ironia do destino: eu conhecia alguns desses diretores, já que era professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Ele até tinha vendido uma máquina para meu irmão que era diretor, na época.


A sensação de segurança cresceu um pouco mais. De alguma forma, minha mente começou a enxergar aquele estranho como alguém menos desconhecido. Abri meu coração, revelando as angústias de anos de casamento frustrado, uma jornada de amor que começara com um namoro aos 15 anos e se transformara em um casamento cheio de desilusões. Após tantas tentativas em vão, a vontade de recomeçar transbordava.


Havia feito um voto com o Senhor. Por sete dias, orei de madrugada, de joelhos, fez um pedido específico ao Senhor por um novo começo. Pedi  um marido que fosse um companheiro para mim e para meus três filhos pequenos. Queria ser feliz! Coloquei o meu coração nas mãos de Deus.


Na despedida, ele pediu meu telefone, e eu, talvez impulsionada pela carência, entreguei o número fixo, já que celulares ainda não eram tão comuns. No dia seguinte, manhã de sábado, voltei para casa após as aulas da faculdade e me deparei com uma cena inesperada: a casa estava cheia de flores. Um cartão com palavras profundas acompanhava as flores, “Não feche as portas da felicidade, pois não estará fechando somente para você.”


Aquelas palavras ecoaram em minha mente, aquecendo um canto esquecido do meu coração.


A explicação veio quando descobri que a irmã do estranho havia ligado para minha casa e, ao falar com minha filha, obteve nosso endereço. A inocência infantil fez com que ela compartilhasse o endereço, e, assim, as flores chegaram.


Minha surpresa e gratidão me levaram a ligar para ele, agradecendo por aquele gesto incomum.


Os encontros continuaram, uma conversa levando à outra, e, assim, 25 anos de amor floresceram a partir daquele momento único e inesperado. Agradeço ao Senhor por ter respondido minha prece, justamente no sétimo dia de uma campanha de oração. Meu pedido foi atendido de maneira surpreendente, como um presente enfeitado pelo destino.


Mas não pensem que tudo foi perfeito, como as flores que ganhei naquele dia. Nunca mais ganhei flores, mas algo muito maior.


Nossa jornada foi marcada por nossas grandes diferenças, temperamentos e visões de mundo que parecem opostos. No entanto, aprendemos a respeitar essas diferenças, a usar nossos contrastes para nos fortalecer. A balança da vida, onde pesam os prós e os contras, sempre se inclinou para o lado dos prós.


Juntos, conquistamos bênçãos incontáveis. Nossos filhos, antes pequenos, agora adultos e casados, nos presentearam com sete netos. Nossa casa transborda de risadas, correrias e alegria sempre que eles estão presentes.


E, como um sinal do amor que construímos, nossos nomes foram entrelaçados nos registros civis de filhos e netos. Vitor Hugo da Fonseca, pai socioafetivo; um nome que carrega a marca da nossa jornada; um nome que garante aos nossos filhos e netos um direito que vai além do sangue, o direito de serem amados e aceitos.


Sou uma guerreira do Senhor. Não aceito de cabeça baixa as adversidades da vida. Eu oro, marcho, louvo e declaro a minha vitória!


Aquilo que o Senhor me deu, o inimigo não toma!


Sei que o divórcio não está nos planos do Senhor, as Suas misericórdias se renovam a cada manhã, eu louvo ao Senhor por uma nova chance de ser feliz e pela Sua infinita bondade.


A lição que aprendi é clara: quem se ajoelha diante de Deus, ergue-se diante de qualquer desafio. A jornada foi longa, marcada por altos e baixos, mas a base sólida ,construída com amor, respeito e fé nos sustentaram ao longo dos anos. E assim, juntos, seguimos de mãos dadas, prontos para enfrentar o que vier, confiantes de que o amor e a fé nos guiarão para onde quer que vamos.


Este capítulo faz parte do livro Storytelling Vidas Reais vol 1


“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?” (Salmos 27:1)
“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?” (Salmos 27:1)

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🌿 Receba minha gratidão por sua presença fiel. Que Deus renove suas forças e encha sua vida de propósito.
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2 comentários

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Tomasz Wójcik
há 3 dias

Resposta direta: não, o HDRIS gerado não tem o alcance dinâmico de uma captura entre parênteses, e qualquer um dizendo o contrário está vendendo algo.gerador de panoramaainda é útil, apenas para lookdev e previz em vez de iluminação final. Saiba qual trabalho você está fazendo.

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Tomasz Wójcik
há 3 dias

Resposta direta: não, o HDRIS gerado não tem o alcance dinâmico de uma captura entre parênteses, e qualquer um dizendo o contrário está vendendo algo.gerador de panoramaainda é útil, apenas para lookdev e previz em vez de iluminação final. Saiba qual trabalho você está fazendo.

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