Testemunho: Caminhando de saltos altos Carla Guimarães Ribeiro Cardoso
- nenadafonseca

- há 2 dias
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Todos nós precisamos de milagres: o nascimento de um filho, descoberta de um grande amor, a cura para uma doença... Eu creio no Deus que faz milagres!
Desde que eu me lembro, sempre quis ter uma relação bem próxima com Deus. Meus pais contam que, quando eu era bem pequena, com meus 4 anos, orava pedindo uma irmã. E Deus me deu uma irmã linda e dois irmãos.
A vida seguiu seu ciclo natural e os desafios foram aparecendo. Comecei a trabalhar como professora. Aos 21 anos, cheia de planos e realizando projetos, adoeci, misteriosamente. Tive um torcicolo que se estendeu com dores por todo o corpo. Meu médico recomendou repouso, anti-inflamatórios e imobilizou o pescoço.
Uma semana após o início do tratamento, eu piorei. As dores se intensificaram e comecei a apresentar inchaço nas pernas, principalmente na perna esquerda. Voltei ao hospital com meu pai, para novos exames e novo tratamento. Quase um mês depois dos primeiros sintomas, eu continuava piorando, sem nenhuma explicação médica para a enfermidade.
Meu corpo começou a enfraquecer, embora eu tenha um ótimo preparo físico e me alimente bem. O desgaste provocou também uma anemia.
Sempre fui uma pessoa otimista e que crê que Deus tem o controle de tudo, mas as dores, a dificuldade de locomoção e o extremo cansaço, começaram a me abater. Minha alma se sentia angustiada.
Minha saúde deteriorou e passei a andar em cadeira de rodas, pois não suportava o peso do corpo.
Meus pais e eu procuramos um especialista que conseguisse diagnosticar o que estava acontecendo, mas não achávamos.
Certo dia, meu pai encontrou um médico amigo de muitos anos, especializado em medicina do esporte, e contou a ele o que estava acontecendo comigo. Ele concordou em me atender para fazer uma avaliação. Levamos todos os exames e eu vislumbrei esperança.
Ao analisar os exames e me examinar, o médico disse que eu, possivelmente, teria desenvolvido uma infecção e que os meus joelhos estavam cheios de líquido, e que precisavam ser puncionados. Ele mudou o anti-inflamatório e o antibiótico. A punção seria na outra semana.
Nós estávamos bastante confiantes que o resultado seria promissor, mas, no dia do procedimento, a anestesia não fez efeito. Usaram gelo para amenizar a dor porque a agulha de punção é grossa. À medida que o líquido era retirado, eu via sua cor esverdeada, o que não era um bom sinal. A infecção não havia cedido.
Meu pai esteve comigo durante todo o processo, e, ao final, enquanto eu me recuperava, o médico o chamou no canto e eles conversaram por alguns minutos. Senti um medo terrível!
Ao sair do hospital, meu pai estava bastante abatido e não queria me contar o que estava pensando. Fomos para casa e continuei o tratamento recomendado pelo médico, sem nenhuma melhora.
Decidi mudar minha oração! Até aquele momento, eu vinha orando pela cura. Passei a pensar que, talvez, a cura não fosse para mim. Comecei a pedir a Deus que tivesse misericórdia dos meus pais e de mim. E que se Ele não tivesse planos em me curar, que me levasse para junto dEle! Eu não podia suportar o sofrimento nos olhos dos meus pais… não queria ser um peso a ser arrastado por eles a vida toda!
Alguns dias depois dessa oração, meu pai sentou-se comigo e contou o que o Dr. Pedro havia lhe dito: “As cartilagens do joelho esquerdo se desfizeram. Ela não voltará a andar sem muletas!”. Choramos muito, juntos!
Papai olhou firmemente nos meus olhos e disse: “Eu creio em milagres. Sei que Deus pode fazer qualquer coisa. Você crê?” Respondi que sim, sem nenhuma dúvida. E fomos à casa de uma amiga, oramos juntos. Pedi a Deus que me desse um sinal. Um sinal de que Ele estava me ouvindo e que iria me curar completamente.
Já estávamos nessa jornada havia cinco meses e minha mãe havia largado o emprego para cuidar de mim. Eu me sentia muito enfraquecida. Procurava não demonstrar o quanto era sofrido porque não queria que minha família desanimasse, mas me sentia cada vez menos esperançosa. Caminhava apoiada em muletas. O sinal que eu havia pedido a Deus, ainda não havia chegado. Isso me entristecia ainda mais. Talvez eu não tenha entendido exatamente quais eram os planos de Deus para a minha vida.
No início de dezembro, quase um ano depois do meu adoecimento, fui à uma reunião de oração. Fiz um esforço tremendo para andar e chegar até o local sem demonstrar a minha fragilidade. Havia uma escada que eu precisava descer. Senti que não seria possível. Ao chegar na metade dos degraus, um rapaz, com uns vinte e poucos anos, me interpelou, pondo suas mãos em meus joelhos. Ele começou a orar e disse que Deus estava mandando-o me dizer que Ele havia escutado minhas orações e que estava refazendo minhas cartilagens, para que eu pudesse andar e andar de saltos altos!
Caí sentada no degrau chorando porque esse era o sinal que eu havia pedido: se o Senhor fosse me curar, que fosse para voltar a usar saltos altos! Nunca havia falado em voz audível. Precisava da certeza de que Deus faria.
Depois deste dia, minha recuperação começou, aos poucos e continuamente.
Em fevereiro do ano seguinte, eu e minha irmã fomos a uma famosa loja que estava em liquidação e comprei um par de sapatos com ‘salto dez’! Fui incontáveis vezes a várias igrejas, com os sapatos, contar o milagre de Deus na minha vida. Que alegria relembrar!
Anos depois, quando me casei, querendo engravidar, minha mãe sugeriu que eu fizesse uma densitometria óssea dos joelhos. Fui a um ortopedista amigo da família, mas não contei o motivo do pedido de exame.
Ao retornar com o resultado, Dr. Daniel, me disse, um tanto quanto intrigado, que o exame talvez tivesse sido trocado com outra pessoa, porque as imagens e o relatório eram de uma pessoa com, no máximo, 15 anos!!!
Em um misto de riso e choro, contei a ele o que havia acontecido e nós nos alegramos com a bondade e misericórdia de Deus.
Hoje, muitos milagres depois, continuo me sentindo amada mesmo diante das adversidades.
Agradeço a Deus pelos meus pais, sempre! Infelizmente, meu pai faleceu jovem, mas pude ver o amor de Deus em ação na minha vida. Sua fé me inspira ainda hoje e sua determinação me lembra que os sonhos se realizam, mesmo com as turbulências ao longo da vida.
Este testemunho faz parte do livro Storytelling Vidas Reais vol 1
Tenho um convite para você, como a Carla, escreva o seu testemunho e seja instrumento do Senhor para declarar os milagres e maravilhas que o Senhor continua a realizar.
Sê tu uma bênção!







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