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Testemunho: Entre perdas e promessas: Deus não me despediu de mãos vazias

Testemunho: Entre perdas e promessas: Deus não me despediu de mãos vazias
Testemunho: Entre perdas e promessas: Deus não me despediu de mãos vazias

Tenho muitos testemunhos, mas há um que marcou minha vida para sempre.         

Em 2010, Deus recolheu minha filha Luana e o meu neto. Uma dor que não se explica, apenas se sente.

  Luana tinha apenas 17 anos. Naquele tempo, ela estava afastada dos caminhos do Senhor e engravidou. Eu já estava com todo o enxoval preparado, esperando ansiosamente por aquele bebê. Mesmo tão jovem, ela carregava uma vida dentro de si, e eu alimentava esperança todos os dias.

Luana ficou uma semana internada no hospital de Sapiranga, no Rio Grande do Sul. Durante todo aquele período, Deus falou com ela, tocou seu coração, chamou para a reconciliação. Mas, mesmo ouvindo a voz do Senhor, ela não quis voltar naquele momento — e isso ainda hoje aperta meu coração.

Após cerca de dez dias de internação, os médicos lhe deram alta. Era início da tarde, por volta de uma hora. Ela estava feliz, saiu do hospital correndo, animada por voltar para casa. Mas, ao chegar, começou a apresentar uma tosse estranha, diferente de tudo que eu já tinha visto.

     Às oito horas da noite, a situação piorou. Luana estava com muita febre. Voltamos às pressas para o hospital. Ela ficou cerca de três horas sendo atendida pela equipe médica, e ninguém vinha nos dar notícias. O silêncio do corredor parecia gritar.

        Até que uma enfermeira se aproximou de mim, com a voz trêmula, e disse:            — O médico quer falar com a senhora, mãe.

        Quando entrei, vi minha filha deitada, com muita dificuldade para respirar. Fizemos um raio-x, e o diagnóstico foi devastador: o pulmão dela estava completamente branco, tomado por uma pneumonia severa. Ela foi imediatamente colocada em oxigênio e ficou sob monitoramento constante.

        No dia seguinte, Luana foi transferida para a UTI. Já não conseguia mais falar direito. Mesmo assim, pediu que eu e meu esposo entrássemos para vê-la. Ali, naquele ambiente frio e cheio de aparelhos, ela segurou minhas mãos com força e disse que queria se reconciliar com Jesus.

          Ela me contou que o Espírito Santo estava ali falando com ela, e que agora entendia o motivo de estar passando por tudo aquilo. Só tivemos tempo de orar juntos. Logo depois, ela foi entubada.

     Durante todo o tempo em que Luana esteve na UTI, os médicos monitoravam diariamente o coração do bebê. Todos os dias o médico nos dizia que, até aquele momento, ele estava bem. Mesmo em meio à dor e às infecções que Luana enfrentava, aquela pequena vida ainda pulsava, e isso mantinha viva a nossa esperança.

       Mas, quando já completavam cerca de quinze dias de internação na UTI, numa madrugada — por volta das quatro horas da manhã — o médico nos chamou e nos deu a notícia que dilacerou nosso coração: o bebê havia falecido.

          Sepultamos aquele lindo bebezinho. Eu já tinha o enxoval pronto, sonhos guardados, orações feitas. Naquele momento, consagrei meu neto ao Senhor, assim como Ana consagrou Samuel. Mesmo despedaçada, entreguei meu neto nas mãos de Deus.

            Ainda assim, uma pequena chama de esperança insistia em permanecer: agora, eu pensava, Luana precisava melhorar.

            Mas o quadro dela só piorava.

            Naquela fase, eu também cuidava da minha mãe, que fazia hemodiálise três vezes por semana e não conseguia caminhar. O peso emocional era imenso. Deus falava comigo o tempo todo sobre o que iria acontecer, mas, como mãe, eu não conseguia aceitar. Eu não queria acreditar.

            Havia muitos grupos de oração intercedendo: irmãos do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. Pessoas clamando pela vida da minha filha. Mas, quando completaram 29 dias de UTI, algo inesperado aconteceu.

            Um homem que eu nunca tinha visto antes se aproximou de mim e perguntou:           

— Quem você tem na UTI? 

           — Minha filha — respondi.

            Ele então me disse algo que atravessou minha alma:            — O lugar da tua filha não é aí dentro. Ore a Deus e peça para Ele fazer à vontade d’Ele. Entrei na UTI quebrantada. Com toda a dor do meu coração, eu disse ao Senhor: “Deus, faça a Tua vontade, não a minha.”

            Naquela mesma noite, o Senhor recolheu minha filha.

            Eu não tive forças para vê-la ser sepultada. Minha mãe estava lá, desesperada, e eu a levei para casa. Pouco tempo depois, fomos embora de Sapiranga para Erechim. Foi ali que vivi meu luto de forma profunda. A dor era tão grande que eu desejava morrer.

            Quinze dias após chegarmos a Erechim, tive uma visão. Meu quarto estava escuro, eu não queria ver ninguém. De repente, um soldado entrou. Ele era um enviado de Deus. Com uma voz mansa e suave, falou comigo:            — Você quer ser vaso? Então tem que pagar o preço.

            Pouco tempo depois, um pastor da Assembleia de Deus me convidou para participar de uma campanha de cura e libertação em sua igreja. Eu não queria ir de jeito nenhum. Mas Deus falou novamente comigo:“Eu preciso de você lá. Vá, porque Eu sou contigo.”

            Eu fui mesmo ferida, mesmo quebrada. E Deus me abençoou de uma forma especial.

        Depois disso, voltei para casa, para o meu “habitat” de luto. Certa noite, dormi chorando e sonhei com uma menina de cerca de seis meses. Ela me abraçava, sorria, e me olhava com um olhar que parecia de anjo. Quando acordei, eu queria continuar dormindo, porque aquele sonho me trouxe um consolo profundo.

            Algum tempo depois, tive outro sonho. Eu estava em um lugar escuro e, de repente, um ser me vestiu com uma roupa muito branca e me colocou de pé naquela escuridão. Acordei chorando muito. Contei para meu esposo e para minha filha, e eles pensaram que Deus iria me recolher. Mas o Senhor falou claramente ao meu coração: não era isso. Ele estava me dando novas vestes de louvor.

            Naquela fase, eu vivia orando e chorando, repetindo: “Ai, meu Deus…”.

        Até que uma irmã, profeta de Deus, me disse que o Senhor não me queria mais daquela maneira, e que eu precisava aceitar a condição d’Ele para a minha vida.

            Quatro meses depois, fomos morar em Pelotas. Ali, engravidei do meu filho, Pedro Henrique, que hoje tem 13 anos. Deus preparou tudo: uma cesariana e a laqueadura, sem que eu precisasse pagar nada. Antes mesmo disso acontecer, o Senhor já havia usado outra irmã para me falar sobre esse presente.

            Enquanto eu estava grávida do Pedro Henrique, minha filha mais velha, Chaiane, engravidou de uma menina linda. O nome foi eu quem escolhi: Isabelly Vithória.

           Quando a Isabelly tinha cerca de seis meses, eu estava dando banho nela. De repente, ela olhou profundamente nos meus olhos, e o Espírito Santo falou comigo:            “Esta é a menina que Eu te mostrei no sonho, dois anos atrás.”

            Ali eu entendi.

            Hoje, Pedro Henrique e Isabelly Vithória têm sido a minha cura, a minha restituição, a resposta de Deus para a minha dor. Aprendi, de forma real e profunda, que Deus jamais despede alguém de mãos vazias.

            Esse é o nosso Deus.            

Pedro Henrique e Isabelly Vithória: meus presentes do Senhor.


 Raquel de Freitas Holvorcen Fonseca



Testemunho contato via WhatsApp e editado por Nena Fonseca, foi autorizada a publicação pela senhora  Raquel de Freitas Holvorcen Fonseca no blog: Nenafonseca.com


“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." (Salmos 30:5)
“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." (Salmos 30:5)
Storytelling Vidas Reais – volume 4 Um livro. Muitas histórias. Um só Deus agindo em todas elas.

Você carrega uma história que não pode ficar guardada.

Há capítulos da sua vida que, quando compartilhados, podem curar, fortalecer e reacender a fé de outras pessoas.


O Storytelling Vidas Reais – vol. 4 é um livro de coautoria que reúne testemunhos cristãos autênticos, marcados por superação, dor, restauração, fé e propósito.


📘 Previsão de lançamento: Agosto de 2026

📚 Formato: Livro físico (impresso)

✍️ Organização: Editora VHF


Sobre o projeto


Este livro nasce com um propósito claro:

dar voz a histórias reais que revelam o agir de Deus em meio às lutas da vida.


Cada testemunho é tratado com sensibilidade, respeito e excelência editorial, preservando a essência da história e transformando-a em uma narrativa que toca, edifica e inspira.


Não se trata apenas de publicar um livro, mas de eternizar testemunhos que glorificam a Deus e geram esperança.


Para quem é este livro?


Este projeto é para pessoas que desejam compartilhar:

Testemunhos de superação e recomeços

Histórias de cura emocional, espiritual ou física

Vivências de fé em meio à dor, perdas ou crises

Experiências que revelam a graça e a fidelidade de Deus


👉 Não é necessário ser escritor(a).

Você contará com acompanhamento editorial em todas as etapas.


O que você recebe como coautor(a)?


Ao participar do Storytelling Vidas Reais – vol. 4, você terá:


✔️ Participação como coautor(a) em um livro publicado

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Por que participar?


✨ Porque sua história pode alcançar quem você nunca conhecerá

✨ Porque Deus usa testemunhos para restaurar a fé de muitos

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✨ Porque seu testemunho pode ser resposta de oração para alguém


“Eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram.”

(Apocalipse 12:11)


Coordenação editorial


Nena Fonseca

Escritora e editora-chefe da Editora VHF

Com ampla experiência em projetos de coautoria e histórias reais, conduz cada testemunho com cuidado, profundidade e excelência editorial.


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Sou grata por sua companhia neste momento de reflexão. Que o Espírito Santo fortaleça sua fé e renove suas forças. Compartilhe com alguém que precisa dessa palavra hoje. 🙏

Nena Fonseca
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