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Testemunho: Quando Deus me chamou de volta à vida 

Testemunho: Quando Deus me chamou de volta à vida
Testemunho: Quando Deus me chamou de volta à vida

Quando Deus me chamou de volta à vida

 

            Eu moro em Seberi, no Rio Grande do Sul. Sempre tive fé em Deus, mas por muito tempo eu dizia que não queria ser evangélica. No fundo, eu queria aproveitar a vida. Gostava de dançar, nunca faltava a um baile. Era divorciada, namoradeira, e acreditava que a vida seria sempre assim.

            Eu pensava que tinha controle de tudo… até adoecer.

            De repente, caí no hospital com neurotoxoplasmose e, ali, veio a descoberta que mudou completamente minha história: eu estava com HIV em estado avançado.

            O doutor Roberto chamou minha filha e disse que, se eu respondesse ao tratamento, poderia melhorar. Mas os dias foram passando — doze dias — e nada mudava. Pelo contrário: eu só piorava. Não comia, sentia um desânimo profundo, um sono constante, uma fraqueza que tomava todo o meu corpo.

            Costumo dizer que o HIV é como uma depressão profunda. A gente perde a vontade de viver.

            Meus familiares estavam todos os dias comigo: irmãos, cunhados… todos visitavam, lutavam, oravam pela minha melhora. Mas, humanamente falando, não havia sinais de reação.

            Todos os dias, porém, algo especial acontecia. Um senhorzinho, de cabelos brancos, entrava no quarto. Ele sempre esperava as visitas saírem e, com uma paciência e um amor que nunca vou esquecer, perguntava:          

  — Posso orar por você?

            Eu sempre dizia que sim. E ele orava.

            Até que, certo dia, o doutor Roberto entrou e conversou com minha filha. Disse que meu corpo não estava reagindo à infecção e que seria necessário iniciar os antirretrovirais imediatamente. Mas foi muito claro: eu poderia vir a óbito. Não havia mais tempo.

            Minha filha avisou meus irmãos, e naquele dia o quarto ficou cheio. Eu não sabia de nada. Só pensava: “Como eles gostam de mim”.

            Recebi a medicação e tomei a primeira dose naquele mesmo dia. Continuei muito sonolenta, quase sempre dormindo.

            O quarto estava cheio de pessoas quando o senhorzinho entrou novamente. Ele perguntou se podia orar por mim, e eu respondi que sim. Depois da oração, ele me perguntou algo que mudou tudo:           

— Você reconhece que Jesus é o único Salvador? Que ninguém vai ao Pai senão por Ele? Você aceita Jesus?

            Com a voz fraca, eu respondi que sim. Na verdade, eu já havia sido batizada nas águas. Eu não tinha deixado Jesus — eu tinha me deixado cair num mundo de ilusões.

            Depois disso, comecei a ouvir as conversas no quarto como se estivessem muito distantes. Entrei em um estado estranho, como um sono profundo. Senti como se estivesse sendo levada — ou sugada — por um túnel escuro. Lá no fundo, muito longe, havia um ponto de luz.

            Quando fui me aproximando, percebi que era como um portão, um portal largo, tomado por muita luz. Mas, antes que eu entrasse, o portão se fechou. Senti um baque, como se tivesse caído, e ouvi uma voz.

            Era a voz de uma irmã minha, que orava muito por mim, mas que não estava ali naquele momento. A voz dizia:           

— Ela não foi porque o Arcanjo Miguel a mandou voltar.

            Naquele instante, eu acordei. Voltei a mim. Comecei a raciocinar, a entender tudo o que tinha acontecido.

            Fiquei confusa. Eu já estava conformada com a minha partida. Inclusive, tinha confortado minha filha mais nova, que chorava muito. Eu disse a ela que ninguém morre na véspera, que tinha chegado a minha hora, que eu tinha feito tudo o que pude por ela e que agora ela precisava seguir a vida.

            Naquele mesmo dia, o doutor Roberto entrou no quarto, visivelmente assustado, e perguntou:           

— Te deram o medicamento?

            Respondi:           

— Sim.

            — Você não sentiu nada?           

— Não.

            Ele sorriu e disse:           

— Então você nasceu de novo. Agora é só se ajudar que logo vai ficar bem.

            Mas algo ainda mexia comigo. Se Deus não permitiu a minha partida, por quê? O que Ele queria de mim? Vieram minhas netas à minha mente. Será que era porque elas precisavam de mim?

            À noite, comecei a conversar com Deus de verdade. Perguntei:           

— Senhor, por que uma pecadora como eu não morreu? O Senhor deve ter um propósito comigo. Então me mostra.

            E ali, naquele quarto de hospital, eu fiz uma entrega sincera:           

— Já que o Senhor permitiu que eu ficasse, eu quero ser diferente. Quero rejeitar as coisas do mundo, ser melhor, ajudar mais, perdoar mais, largar o cigarro…

            E fui falando. Falando com Deus todos os dias, em todos os momentos em que ficava sozinha naquele quarto. Deus se tornou meu amigo de longas conversas. Jesus começou a trabalhar no meu corpo e na minha alma, me fortalecendo dia após dia.

            Após 23 dias de internação, tive alta. Ainda muito fraca e debilitada, mas já conseguia levantar-me da cama sozinha, tomar banho, me alimentar — algo que antes eu não conseguia de forma alguma.

            Fui me recuperando pouco a pouco. Nunca mais tive vontade de fumar. O cigarro simplesmente perdeu o sentido.

            Procurei uma igreja perto de onde minha filha morava. Fui a um culto e chorei o tempo todo. Jesus estava fazendo uma limpeza profunda na minha alma.

            Não vi o senhorzinho da oração ali. Comentei com minha filha, e ela disse:

— Mãe, ele é da Assembleia de Deus.

            No domingo seguinte, fui ao culto na Assembleia. Lá encontrei o senhor Jacó. Ele veio me abraçar. Missionário da igreja, uma pessoa maravilhosa, usada por Deus. Foi através dele que me reconciliei verdadeiramente com Jesus.

            Hoje, conto meu testemunho como a história da minha oportunidade de viver uma nova vida. Já se passaram seis anos. Tenho mais saúde do que antes. Ganhei 20 quilos — eu era muito magra, e saí do hospital ainda mais debilitada.

            Hoje tenho paz de espírito. Não sinto solidão. Reconstruí minha vida. Ganhei mais um neto. E sigo firme com Jesus Cristo, anunciando que ninguém vai ao Pai se não for por Ele.

            Essa foi a minha segunda chance. 

           E eu escolhi viver para Cristo.


Clecir Nascimento


Testemunho contado via WhatsApp e editado por Nena Fonseca com a autorização da autora.


“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." (Salmos 30:5)
“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." (Salmos 30:5)

 


Que o seu final de semana seja de paz e alegria junto com as pessoas que você ama. Lembre-se amanhã a partir de 5h temos o devocional do final de semana, esteja conectado com o que Deus quer falar com você.
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Nena Fonseca
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