Conhece-te a ti mesmo - Testemunho de Ruth Cristina Bruning Duarte

Nasci em Brasília/DF. Sou cristã, tenho 39 anos, sou casada e mãe de um ser humano especial, chamado Marina.
Valorizo a família e a importância de viver em uma sociedade mais harmônica e amorosa. Na terapia, descobri que meu hobby é a leitura. Neste livro, arrisquei escrever pela primeira vez.
Contatos: ruthbruning29@gmail.com Vania Souza Psicanalista: 61 9350-4544
Conhece-te a ti mesmo
A importância da cura interior
A crise de ansiedade
Era para ser um dia comum. Iniciei minha rotina diária e tomei café da manhã. Quando estava me preparando para o trabalho, meus batimentos cardíacos aceleraram e senti uma angústia. Achei que estava sofrendo um infarto. Algumas horas depois, eu estava na emergência de um hospital. Durante o trajeto da minha casa até o hospital, passou um filme na minha cabeça, juntamente com os sentimentos: medo, angústia e muitas incertezas.
Os exames não detectaram nenhum problema de saúde, porque o problema não era físico, mas emocional.
O processo de aceitação
O momento mais desafiador foi reconhecer que eu estava com ansiedade e precisava de ajuda. Uma amiga me aconselhou a fazer terapia e me passou o contato de uma psicanalista, que, hoje, é uma luz em minha vida.
A primeira sessão
Fiz a primeira sessão de terapia, incrédula. Tinha muito preconceito. Julgava esse trabalho sem conhecer.
Uma frase que marcou nessa sessão: “As respostas estão dentro de você”.
Nesse dia, se iniciava um longo processo de desconstrução para dar lugar a uma bela construção.
A origem do sofrimento
Todos os dias, eu buscava respostas do que havia originado a crise de ansiedade. Em um primeiro momento, atribuí ao meu trabalho. Era mais fácil transferir a responsabilidade.
Entendi que eu tinha feridas na minha criança interior.
Muitas vezes, ainda vemos o mundo através dos olhos de uma criança. A criança interior é uma parte inconsciente da nossa mente, onde carregamos necessidades não satisfeitas, nossa intuição e a capacidade de brincar.
Acolhimento da criança interior
Acolher a própria criança é importante no processo de aceitação e compreensão dos anseios e desejos mais profundos.
Quando nos tornamos adultos, esquecemos a nossa criança, que é responsável pelo entusiasmo, leveza, curiosidade, humor e espontaneidade.
A cada exercício de psicanálise, acolhia a minha criança e ressignificava a minha própria história.
Autoconhecimento
A cada sessão de terapia, eram muitas as descobertas, na maioria das vezes, doloridas.
Algumas feridas emocionais foram trazidas à tona, saindo do meu subconsciente para o consciente. Com isso, ia sendo possível tratá-las.
É muito importante nós conhecermos, identificar nossas qualidades, capacidades e os pontos que precisamos melhorar. Quanto mais nos conhecemos, melhor compreendemos os outros indivíduos e lidamos com os conflitos.
O equilíbrio
Após o tratamento das feridas, consegui encontrar o equilíbrio em todas as áreas da minha vida.
Alguns pilares estavam em desequilíbrio. Principalmente, o pilar social e da saúde. Por muito tempo, me afastei de alguns amigos e não pratiquei hábitos saudáveis.
A interação mente/corpo é uma via de mão dupla. Tudo está conectado.
A virada de chave
Com a minha vida em equilíbrio e em autoconhecimento, eu virei a chave. Percebi que eu sou responsável por tudo que acontece ao meu redor, nas relações familiar e profissional.
Sou eu que determino como meu dia inicia e como poderá terminar. Não depende do outro. É uma responsabilidade intransferível.
Isso não tem relação com uma vida sem problemas, mas com a forma como lidamos com eles.
É um desafio diário aplicar inteligência emocional para lidar com os conflitos, em todas as esferas da vida.
A transformação
Com o avanço das sessões de terapia, percebi que a vida pode ser leve e que devemos viver um dia de cada vez. Não devemos supervalorizar nossos problemas.
Sou uma pessoa transformada, tenho mais qualidade de vida, harmonizei o meu casamento, me tornei uma mulher, filha, mãe, esposa e irmã mais preparada e dedicada.
Vivemos em busca de grandes conquistas, mas a felicidade está nas pequenas coisas, nas experiências que adquirimos no caminho da vida e nos momentos que dividimos com as pessoas especiais.
Dedico este texto à minha filha, ao meu esposo, e, especialmente, à minha psicanalista Vânia. Agradeço a Deus pela oportunidade de compartilhar minha história.
Este capítulo faz parte do livro Storytelling Vidas Reais vol 1 - 2023

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