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Querer tem poder -Testemunho de Denise Legentil

Querer tem poder -Testemunho de Denise Legentil
Querer tem poder -Testemunho de Denise Legentil

Sempre fui uma pessoa otimista. Sempre acreditei na máxima que diz: “O melhor está por vir”.


Comecei a trabalhar aos 18 anos de idade, não porque fosse uma necessidade, mas por ser algo muito natural para mim. Meus pais também acreditavam que, naquele momento, era o melhor que eu poderia fazer, já que não havia conseguido aprovação no vestibular para Odontologia.


Bem empregada, tratei de tocar a vida sem pensar em um curso superior. Depois de ter me casado e passado por alguns ambientes corporativos, resolvi parar de trabalhar após o nascimento do meu primeiro filho. Assim, passei a dedicar todo o tempo ao meu lar e ao meu núcleo familiar que, em alguns anos, aumentou com a chegada de duas meninas.


Aos 46 anos, feliz com a vida que Deus havia me presenteado, senti uma imensa vontade de estudar. Inexplicavelmente, comecei a perceber que aquele era o momento de me dedicar ao estudo, sem saber exatamente do quê.


Concordando com a sugestão de meu marido, retornei às aulas de Inglês. Três anos depois, com o diploma do curso nas mãos, me perguntei: “E agora?”. Eu havia gostado tanto de frequentar um ambiente de ensino, de assimilar assuntos novos, de me aprofundar em uma outra língua, de me envolver em novas amizades e de me dedicar a algo totalmente diferente dos meus afazeres domésticos, que acabei percebendo que não era a hora de parar.


Foi aí que surgiu a ideia de um curso universitário. Senti um estalo na minha mente, como o “click” de uma chave tentando abrir uma porta para um lugar desconhecido e misterioso. Meus pensamentos voaram. Uma universidade... que fascinante!


Eis que, subitamente, fui puxada dessa viagem pela implacável realidade. Meu Ensino Médio havia terminado em 1981. Com uma lacuna de trinta e três anos, os ensinamentos das matérias escolares tinham se tornado uma névoa em meu cérebro. O exame ao qual eu deveria me submeter —o ENEM— era algo aterrorizante só de pensar.


Porém, meu otimismo adormecido floresceu como nunca, me impulsionando a acreditar que eu seria capaz de enfrentar qualquer adversidade para realizar meu desejo. Continuando no Inglês, comecei um Pré-vestibular aos sábados. E assim caminhei, durante um ano.


Para minha surpresa, embora confiante nos resultados do meu empenho, recebi o resultado da tão almejada aprovação. Eu havia conseguido ótimas notas para ingressar tanto na Universidade Federal Fluminense, minha primeira escolha, por ser mais próxima de minha residência— como na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Meu desempenho nos vestibulares me deram o impulso e a confiança que eu precisava para iniciar, quase aos 50 anos de idade, a graduação em Letras Português/Inglês.


O primeiro contato com o ambiente universitário, no ato da inscrição, já foi, digamos, traumático. Dada a antiguidade de meu Histórico Escolar e a inexistência de um Diploma do Ensino Médio, o meu registro não foi imediato como o dos outros aprovados. O funcionário da Secretaria do Instituto de Letras disse que o documento que ateste a minha escolaridade talvez não servisse e que a coordenadora em exercício deveria apreciá-lo.


Por isso, fomos juntos a um outro prédio, no qual a coordenadora estava presidindo um evento. Chegamos em uma sala de aula com duas mulheres sentadas ante uma mesa próxima ao quadro branco, rodeadas por outras tantas pessoas sentadas nas carteiras.


Fiquei esperando na porta, enquanto o funcionário se aproximava de uma delas e lhe falava ao ouvido ao mesmo tempo que lhe mostrava meu Histórico.


Com o coração a mil batimentos por minuto, pude ver a olhadela curiosa da professora.


Quem seria a dona de um documento tão antigo? Em um estado apreensivo que poucas vezes havia sentido, imóvel fiquei nesses instantes (que me pareceram durar horas), até que o funcionário viesse até mim, dizendo que poderia continuar com a minha inscrição. Os momentos que passei estudando naquela instituição pública foram especiais. Por mais que eu me esforçasse em descrever os sentimentos que me acompanharam por toda a trajetória acadêmica, ninguém teria noção do que senti. Aliás, muitas pessoas não entenderam o objetivo do meu desejo, o motivo da minha aventura rumo ao desconhecido, complicando minha vida tranquila de dona-de-casa, correndo o risco de não me adaptar —ou não me fazer adaptável.


Muitas vezes, no meio de uma aula, eu me dava conta de estar rodeada de jovens que tinham menos idade que meus filhos. Muitas vezes, minha mente cansada não conseguia assimilar, em uma primeira leitura, os inúmeros textos das disciplinas.


Muitas vezes, eu não conseguia pegar no sono por causa do estresse antes ou após uma prova difícil.


Muitas vezes, eu me questionei se não seria melhor ter passado pela experiência de apresentar aqueles tenebrosos seminários na juventude. Muitas vezes, pensei em desistir.


Minha história é a história de uma realização pessoal; é a prova de que nada é impossível quando a vontade é mais forte que o medo. Hoje, percebo que a minha fé em Deus, a aplicação de estratégias de estudo e de organização, o apoio de amigos e familiares e o meu imenso desejo de conseguir chegar ao fim foram os pilares responsáveis pelo sucesso da minha graduação, pois, nas cinquenta disciplinas do curso, nunca obtive notas sujeitas à reprovação.


Costumo dizer para as quatro jovens amigas que ganhei de presente no período em que estudamos juntas (uma delas, filha de um antigo colega de escola), que eu não poderia ter cursado a universidade em uma época tão certa. Se eu tivesse estudado antes, não teria a chance de conhecê-las e minha vivência universitária não teria sido tão incrível.


Texto de Denise Legentil compõe o livro Storytelling Vidas Reais vol 01


“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais Ele fará.” (Salmos 37:5)
“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais Ele fará.” (Salmos 37:5)

Sua história pode inspirar e transformar a vida de alguém. Compartilhe seu testemunho e veja Deus agir através de você.
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Cada relato é uma luz que pode guiar outros no caminho do Senhor. Não subestime o poder do seu testemunho; ele pode trazer esperança. Últimas vagas para participar do livro Storytelling Vidas Reais vol 4
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Nena Fonseca
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