top of page

Testemunho de Ana Cláudia Araújo da Silva -Ele nasceu, eu revivi

Testemunho de Ana Cláudia Araújo da Silva -Ele nasceu, eu revivi
Testemunho de Ana Cláudia Araújo da Silva -Ele nasceu, eu revivi

Sabe quando uma música passa a ser algo que te traz alívio e consolo? Começo essa história com um trecho de uma música que me ajudou muito no período mais difícil da minha vida.

Mestre, eu preciso de um milagre

Transforma minha vida, meu estado 

Faz tempo que eu não vejo a luz do dia Estão tentando sepultar minha alegria Tentando ver meus sonhos cancelados.


Todo mundo tem algo a se apegar em algum momento difícil de sua vida. Eu me apeguei a essa música. A maternidade atípica começou para mim ainda com meu filho em meu ventre, pois foi ali mesmo que soube que viveria de milagres constantemente.


Assim que descobri a gestação em 2016, logo no início na primeira semana, já soube que, dali em diante, minha vida não seria mais a mesma. Meu filho foi diagnosticado, ainda no útero, com uma má-formação grave, que, segundo a medicina, era incompatível com a vida.

Sim, não teria chance do meu filho viver. Ele poderia falecer ainda na barriga, ou nascer, respirar e morrer, ou morrer no nascimento, ou viver algumas horas.


Era incerto o que aconteceria com ele. Devido a isso, foi sugerido o aborto. Lembro-me que no mesmo dia que descobri a gestação, descobri também a má-formação. Que dolorido foi! Tudo que tinha para ser um momento feliz, virou tristeza e gerou angústia e medo.


O médico optou por sugerir o aborto devido à gravidade, mas eu não aceitei, em momento algum. Eu sentia que era para ser assim; que, por algum motivo, Deus quis me tornar uma mãe atípica. Segui minha gestação cheia de medos e incertezas, me privei de tanta coisa pensando que talvez meu filho pudesse se restaurar e não nascer com nenhuma má-formação.


Me culpei, achava que meu filho estava pagando pelos meus erros, que tudo que estava acontecendo era culpa minha. Mal sabia eu que os planos de Deus eram outros. Eu já era mãe de uma linda menina de 10 anos. Fui mãe aos 14 anos, mas nunca soube o que era ser mãe. Quem criou e cria, até hoje, minha filha é a minha mãe.


Eu costumo dizer que o meu filho veio para me tornar mãe; que, apesar de já ser, eu não sabia o que era ser. Segui toda minha gestação com medo do que aconteceria ou poderia acontecer. Passei a me apegar a Deus e pedir para Ele uma direção e para que me desse a oportunidade de ser mãe desse bebê. A gestação, em si, foi tranquila. Correu tudo bem durante os meses que se seguiram. O bebê crescia dentro da normalidade, apesar de tudo.


No dia do nascimento, eu digo que já vivi o primeiro milagre, de fato. Ele nasceu bem e não precisou de nenhuma intervenção médica para que pudesse respirar. Lembro-me de o médico dizer: “O Apgar dele é ótimo!”.


Meu filho estava contrariando a medicina. Os médicos ficaram sem saber o que me falar. Apenas diziam que, para eles, meu filho não tinha chance de viver. Meu filho mostrou a força que tinha e nem precisou ficar muito tempo no hospital. Tivemos alta em sete dias e ele, apesar da sua má formação, era perfeito.


Com 32 dias de vida, ele precisou passar por uma cirurgia na cabecinha para drenar o excesso de líquido com o qual ele nasceu. Foi aí que começou nosso pior pesadelo.


A cirurgia ocorreu. Parecia que havia dado tudo certo. Tivemos alta no dia seguinte. Mas, ele passou a vomitar muito, a ficar com a boca seca e a desfalecer em alguns momentos. Corremos com ele para o hospital e ele acabou ficando internado, pois estava com desidratação grave devido aos vômitos. Ali começou uma luta. Por conta da desidratação, não estavam conseguindo achar veias para colocar soro e medicamentos para que ele pudesse ser tratado. Depois de muita luta, uma cirurgiã conseguiu pegar uma veia profunda, chamada de acesso central. A partir dali, começou uma investigação e só depois de quinze dias —após ser transferido para outro hospital e seu estado ter ficado mais grave— é que foi descoberto que, na cirurgia anterior, haviam perfurado seu intestino. Sim, meu filho ficou quinze dias com dor, sem dormir e chorando dia e noite, com o intestino perfurado.


Nesse dia, surgiu uma médica residente que foi responsável pelo diagnóstico e pela cirurgia de emergência para poder tratar meu filho e cessar as dores. Bom... eu achava que seria assim, mas não foi. O quadro dele piorou muito. Com a perfuração, as fezes ficaram na sua cavidade abdominal gerando uma infecção gravíssima, de difícil controle. Meu filho ficou em estado gravíssimo. Seus rins não suportam tantos antibióticos e pararam.


A médica responsável havia me dito que não poderiam fazer mais nada. Seu peritônio estava muito infeccionado e não dava para fazer hemodiálise. Disse que não havia mais nada a ser feito e que fariam de tudo para ele não sentir dor. Meu mundo acabou. Perdi o sentido por alguns minutos.


Como assim, Deus? Questionei na hora, gritei, chorei, me desesperei. Eu não sabia mais como pedir para Deus deixar meu filho comigo. Liguei para meu pastor. Ele pediu para que eu orasse junto com ele sobre meu filho e disse que, naquela hora, Deus dizia para ele que eu me acalmasse porque tudo estava sob Seu controle.


Meu filho começou a responder ao tratamento após a oração. Parecia inacreditável! Nem os médicos conseguiam me explicar o porquê, mas eu, sim. Foi Deus! Ele queria que eu vivesse tudo isso para me mostrar que eu tinha que confiar Nele, apesar de tudo e em todas as situações.


Meu bebê se recuperou depois de seis longos meses dentro do hospital. Saiu de lá deixando todos incrédulos e, ao mesmo tempo, maravilhados pela força de vontade que ele tinha de viver. Hoje, ele tem 6 anos, prestes a completar 7. Esses 6 anos foram de idas e vindas ao hospital. A cada internação, eu via mais força nele. Uma criança que, apesar de toda dificuldade, é feliz e sorridente. Ele nos ensina, diariamente, a dar valor a cada segundo de vida e de agradecer a Deus por tudo nessa vida.


Vive, atualmente, com alguns dispositivos que o ajudam a ter qualidade de vida: uma sonda na barriguinha pela qual se alimenta e a traqueostomia na garganta por onde respira. Contudo, não depende de nenhum aparelho para viver.


Encerro dizendo que ele me mudou e continua me mudando. Eu mudarei, sempre que necessário, por ele.

Ana Cláudia Araújo da Silva


***


Este testemunho faz parte de um dos capítulos do livro Storytelling Vidas Reais vol 1, atualmente a criança fará 10 anos, o Senhor continua a obra e irá completá-la em nome de Jesus.


Se você também tem um testemunho e quer se canal de edificação, levar palavras de fé e esperança para abençoar outras pessoas e demonstrar gratidão ao Senhor, participe do livro Storytelling Vidas Reais vol 4. Últimas vagas. Para mais informações, fale comigo!



“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.” (Salmos 103:2)
“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.” (Salmos 103:2)

🌿 Que alegria ter você aqui! Que cada minuto na presença de Deus produza frutos eternos em seu coração. Compartilhe esta mensagem e espalhe luz por onde passar. 🤍

Nena Fonseca
Nena Fonseca
Clique abaixo e dê continuidade ao seu desenvolvimento na fé.
Clique abaixo e dê continuidade ao seu desenvolvimento na fé.
Bom final de semana! Lembre-se a partir de 5h da manhã tem o devocional do final de semana, mantenha-se conectado com a palavra de Deus e em Sua doce presença.
Bom final de semana! Lembre-se a partir de 5h da manhã tem o devocional do final de semana, mantenha-se conectado com a palavra de Deus e em Sua doce presença.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page