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Testemunho de Karla B. Torres Pereira

24 de jul.
5 min de leitura
Testemunho de Karla B. Torres Pereira
Testemunho de Karla B. Torres Pereira

Karla B. Torres Pereira


Sou cristã, tenho 49 anos, sou casada e tenho três filhos. Sou formada em Ciências Contábeis e trabalho há 20 anos na área de cálculo.

Adoro viajar. Amo a Deus, minha família, meus familiares e amigos. Tenho esposo e filhos abençoados, meus presentes de Deus. Sou grata a Deus pela vida. Tenho gratidão e orgulho da minha mãe, que criou a mim e meu irmão com todo esforço e amor. Agradeço pela vida da minha tia, dos meus tios e do meu pai.

 


Eu e meu esposo decidimos que teríamos, no máximo, três filhos

 

A primeira filha nasceu em 2007, quando eu tinha 33 anos. O parto dela foi bem tranquilo, apesar do susto que passamos. No segundo dia de nascida, ela estava ficando roxinha e foi levada para fazer aspiração de resto de par- to. Graças a Deus, tudo correu bem.


Em 2009, nasceu nossa segunda filha. Durante o parto, ela quase caiu no chão por desatenção do médico, mas, graças a Deus, deu tempo de o médico pegá-la. Depois disso, ela foi levada para os devidos cuidados, junto com o pai. Nesse ínterim, a minha placenta não descolava. Em uma situação de parto normal, no máximo, são esperados trinta minutos para que ela saia naturalmente. Como a placenta não saía, o médico realizou alguns procedimentos até que saísse. Porém, em questão de segundos, comecei a ficar mole, desfalecendo... A enfermeira, então, chamou a atenção do médico para o que estava acontecendo. Diante disso, ela saiu correndo para chamar o anestesista, que chegou à sala e aplicou algo em mim. Eu vi que a minha pressão estava ‘três por dois’.


 Apaguei e voltei a mim vomitando. Graças a Deus, eu não morri porque acredito em milagres. Eu tive um choque anafilático e foi um milagre eu estar viva. Depois desse susto, fui para o quarto ver minha filha e meu esposo. Ela também estava ficando roxinha e necessitou de aspiração de restos de parto.


Já com 40 anos e com o útero retrovertido, em 2015, engravidei de novo. Fiquei preocupada, pois quase havia morrido no parto anterior. Para acompanhar a gestação, pesquise os melhores obstetras, e me indicaram um. Contei a ele toda minha história, sobre meu medo de se repetir o que havia ocorrido no segundo parto, e assim, fui confiando nos homens. Tudo corria bem com o bebê até eu fazer o exame de ultrassom da 13ª semana. A imagem mostrava que estava tudo bem, mas a médica disse que o bebê, em razão da minha idade, poderia nascer com algum problema. Na hora, orei e repreendi.


Levei meus exames ao obstetra e ele disse que estava tudo certo, que havia um exame mais preciso para saber se o bebê nasceria com alguma anomalia. Eu disse: “Não quero fazer esse exame, nem saber de nada. Nascendo normal ou não, vou matar meu filho? Claro que vou amá-lo do mesmo jeito”. Duas semanas antes do parto, minha segunda filha apresentou uma tosse que não parava e manchas vermelhas. Médico algum, de emergência, descobriu o que era. Resolvi levá-la à sua pediatra, que, por sinal, é incrível; uma profissional em extinção. Ela pediu para a minha filha tossir e abrir a boca e, de imediato, deu o diagnóstico: coqueluche! Eu fiquei abismada, pois as vacinas estavam todas em dia! 


Por conta disso, minhas filhas ficaram impedidas de ver o irmão. Só poderiam visitá-lo de longe e com máscara, após vinte dias.


No dia do parto, liguei para o médico e fui para o hospital. Chegando lá, constatei que não havia vaga. Liguei, novamente, para o médico e ele me orientou a ir para outro hospital. Lá, havia vaga, mas não aceitavam mais o meu con- vênio. Desesperada, entrei em contato com o médico, mais uma vez, que me mandou procurar a emergência de outros hospitais.


Rodei Brasília toda com meu esposo e nada de vaga. Fui ao hospital público para saber se eu estava com dilatação, mas o hospital estava em reforma. Lá, me disseram que não estavam fazendo partos, mas verificaram como estava a minha dilatação. Constataram que eu estava com quatro centímetros de dilatação e que eu poderia ir para casa. Não fui.

Insistente, liguei para o médico que fez meu pré-natal na esperança de ele fazer o parto no hospital indicado. Pensei: Quem sabe já haveria vaga? Simplesmente, ele me respondeu que não faria o parto e que eu não iria para casa, porque o bebê nasceria naquela madrugada! Fiquei em lágrimas e desesperada. Conversei com o meu esposo e ele disse: “Vamos para Taguatinga!”. Fui orando e pedindo a Deus para nos ajudar! Fomos direto para um hospital que ele já conhecia. O hospital estava vazio, atendia o nosso convênio e havia médico obstetra de plantão! Eu agradeci muito a Deus! O médico era novinho! Em meus pensamentos, eu pedia: Meu Pai do céu, cuide de mim, do meu filho, pois o médico não sabe do meu histórico nem que quase morri num parto. Ajude-me! 


Ali, Deus mostrou todo o seu cuidado e que a nossa confiança deve estar nEle e não nos homens.


Meu filho nasceu com muita saúde. Detalhe importante: na última ecografia, estava tudo normal; porém, na hora do parto, o cordão umbilical estava enrolado no pescoço, e o médico, com maestria, superou esse problema. Já no quarto, dei de mamar pela primeira vez, coloquei meu filho na caminha ao lado e não consegui dormir direito. À noite, ouvi um suspiro estranho e, ao pegar meu filho, percebi que ele não respirava, que a cabeça estava caída e, então, gritei pelo meu esposo, pois algo estava errado. Ele chamou a enfermeira, que pegou meu filho e saiu correndo. Fiquei vinte minutos sem saber de nada e pedindo a Deus que não deixasse meu filho morrer. Passado algum tempo, voltaram dizendo que o nosso filho estava bem e que fazia teste de oxigenação no cérebro. Foi muito agoniante ver o bebê sem respirar e, praticamente, morto em seus braços, mas Deus, novamente, fez milagre. Não foi fácil ficar longe das minhas filhas, mas, graças a Deus, tudo foi providenciado para a glória dEle.


Deus me mostrou, mais uma vez, o seu amor, o seu cuidado. Aos 3 meses, meu filho caiu da cama. Preocupada, levei ao médico e adivinhem?! Meu filho estava com saturação em 86% e ficou internado em decorrência de uma bronquiolite aguda! A pediatra disse: “Vamos orar, porque é grave!”. Novamente, Deus me mostrou que devemos confiar nEle, pois essa queda foi providencial.


Aprendi a confiar em Deus em todos os momentos, sejam eles de alegria, de vitórias, de tristezas e, até, de morte —como foi o caso da minha mãe; outra história em que houve cura de alma e espírito. Deus é refrigério e nEle podemos confiar. Ele cuida dos seus filhos e nos ajuda a cuidar dos nossos. Amém!


Este testemunho faz parte do livro Storytelling Vidas Reais vol 1 - 2023


"E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo." Romanos 15:13
"E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo." Romanos 15:13

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🤍 Que Deus recompense sua disposição em buscar a Palavra. Que sua vida transborde paz, direção e esperança.

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Nena Fonseca
Nena Fonseca

Toda honra e glória sejam dadas somente a Deus, meu Senhor e Salvador!

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